A pista estava cheia e o som alto. Seria mais uma daquelas noites insanas em que o copo de conhaque abre um clarão a sua frente e traz uma imensidão de oportunidades sociais.
Um copo na mão, um sorriso de canto, um cigarro na orelha, um jeitinho rock’n’roll cafa e ele sabia que ali estava o lado sombrio da força, como gostava de fazer metáforas com as coisas que conviveu na sua infância.
O que ele não sabia era que ali havia ela. Imponente, linda, branca. O que estava escondido nos mais doces trejeitos e era capaz de derrubar qualquer homem que se metesse a passar a noite sem ela.

Luzes usadas na noite, trazem visão para os cegos e bebados.
Música, bebidas e uma vontade muito grande de experimentá-la. Sabia que ali estava o início de uma aventura e o fim do conhaque.